“Dá de ti para os outros não somente o
paletó que não usas, o sapato que não te serve, a calça que já não vestes, mas
dá, também, o carinho, a ternura e o coração, de modo que não te devam
obrigação" (André Luiz).
Devotamento e abnegação são duas virtudes
pouco conhecidas e, como diríamos, pouco praticadas pela maioria dos irmãos
encarnados, mesmo aqueles que professam algum credo religioso.
Sabemos todos nós que a doutrina
libertadora, que ensina o homem como se aproximar de Deus tem como bandeira
principal a caridade. Para praticar a caridade, o homem deve desenvolver dentro
de si, uma grande dose de amor, esse sentimento que deve governar e organizar o
relacionamento entre todos os seres encarnados. No entanto, amor e caridade não
podem dispensar a dedicação e o desprendimento com que as pessoas devem se
munir para ajudar o próximo, qualquer que seja o nível de suas necessidades.
A abnegação
é indicativa daquilo que fazemos em favor de alguém, ou de alguma causa, sem
interesse próprio, com esquecimento de nós mesmos, ou até com sacrifício do que
possa nos pertencer.
Há alguns exemplos na História das
Civilizações de criaturas abnegadas, que se dedicaram ao bem-estar do próximo,
trabalhando de alguma forma para deixar aos homens uma contribuição marcante
nas áreas do conhecimento, das descobertas científicas, das investigações, das
religiões, dos direitos humanos, da moral, da caridade, etc. Por esse espírito
de sacrifício próprio deixaram seus nomes aureolados de respeito e admiração. Na
própria História do Brasil rendemos homenagens aos personagens cívicos que
colocaram o interesse da nação brasileira acima dos seus e dos das elites da
época.
É o que muito nos falta hoje: pureza de intenções,
abnegação, sacrifício de interesses, renúncia a proveitos pessoais, amor às
causas nobres, dedicação às criaturas na miséria, desprendimento dos valores
materiais. Devemos reconhecer, também, que há inúmeros corações vivendo em
silêncio dando extraordinários exemplos de abnegação, sem fazer qualquer menção
ao que realizam, ou sem serem identificados publicamente.
A prática da abnegação concretiza o
exercício da caridade, dever humano que não podemos dispensar de nossas
obrigações. O benefício desinteressado é o único agradável a Deus. Quem presta
sua ajuda aos pequeninos que nada têm, sabe de antemão que não receberá deles
agradecimentos ou retribuições. Por essa razão os serviços dedicados aos mais
carentes devem caracterizar a caridade autêntica.
Vejamos, em nossas atividades corriqueiras,
algumas das muitas oportunidades que temos de praticar a abnegação:
a) Dedicando algumas horas do nosso lazer
numa atividade assistência!;
b) Ministrando esclarecimentos evangélicos
às criaturas em aprendizagem;
c) Oferecendo graciosamente os próprios
serviços profissionais, onde possam ser mais úteis, aos que não os possam
pagar;
d) Ensinando, sem interesse financeiro, os
conhecimentos que detemos em quaisquer áreas;
e) Trabalhando no próprio lar, em algumas
horas livres, na confecção de roupas e agasalhos para famílias carentes;
f) Contribuindo, com trabalho pessoal, no
plantão vigilante a familiares ou amigos em convalescença;
g) Procurando conduzir o que realizarmos na
esfera política ou social em benefício da maioria desprivilegiada, mesmo
sacrificando interesses próprios;
h) Indagando sempre, em nossas deliberações
administrativas, se estamos atendendo aos princípios de justiça, tolerância e
bondade para com o próximo;
i) Pautando tudo que fizermos nas produções
diárias dentro do ideal de perfeição, aprimorando sempre para o melhor ao nosso
alcance.
Dedicar-se com desprendido amor a um
trabalho em favor do próximo é devotamento.
Assumindo uma tarefa, a valorizamos quando realizamos com dedicação, sem medir esforços
ou sacrifícios, o que precisamos verificar em nossos compromissos de quaisquer
espécies.
Seremos reconhecidos como verdadeiros cristãos, discípulos de Jesus, pelas boas obras que realizarmos, e, por mais insignificantes que elas possam ser aos olhos dos homens, revestem-se de maior valor espiritual pelo devotamento com que as produzirmos, isto é, com zelo, com sacrifício, com amor, com incansável dedicação.
Compreendemos que os primeiros passos na caridade, de início dados com certa relutância e até má vontade, com o transcorrer do tempo as nossas disposições de sentimentos vão refinando-se e progressivamente vão elevando-se, até chegarem nas desejadas expressões de devotamento.
Vale mencionar que iremos necessitar de um pouco de paciência para assim atingir a condição ideal na prática da caridade. Mas, o devotamento, de um modo geral, deve envolver tudo o que fizermos, e não apenas os serviços que dedicamos ao próximo. Será o apanágio das atividades dos homens no terceiro milênio.
Seremos reconhecidos como verdadeiros cristãos, discípulos de Jesus, pelas boas obras que realizarmos, e, por mais insignificantes que elas possam ser aos olhos dos homens, revestem-se de maior valor espiritual pelo devotamento com que as produzirmos, isto é, com zelo, com sacrifício, com amor, com incansável dedicação.
Compreendemos que os primeiros passos na caridade, de início dados com certa relutância e até má vontade, com o transcorrer do tempo as nossas disposições de sentimentos vão refinando-se e progressivamente vão elevando-se, até chegarem nas desejadas expressões de devotamento.
Vale mencionar que iremos necessitar de um pouco de paciência para assim atingir a condição ideal na prática da caridade. Mas, o devotamento, de um modo geral, deve envolver tudo o que fizermos, e não apenas os serviços que dedicamos ao próximo. Será o apanágio das atividades dos homens no terceiro milênio.
Qualquer atividade executada a contragosto
é um verdadeiro martírio, e por isso mesmo é que ainda verificamos tanta gente
produzindo pouco, atendendo com má vontade, respondendo aborrecidamente às
ordens recebidas, desperdiçando o tempo em conversas particulares, justificando
enganosamente as obrigações não cumpridas em tempo hábil, ocupando espaços do
dia em serviços alheios ao seu trabalho, etc.
Podemos enumerar algumas situações comuns
em que somos reclamados, pela nossa própria consciência, por faltar com o
devotamento:
a) Nas indiferenças pelo que fazemos em nossas obrigações de trabalho;
b) No cansaço desgastante quando, disponíveis no serviço, nos omitimos em iniciativas de aumentar o próprio rendimento;
c) No desinteresse em aprender mais para produzir com mais eficiência;
d) No desleixo com objetos e utensílios dos quais nos servimos;
e) No descuido com deveres escolares que nos dizem respeito;
f) Na pressa ao atender criaturas às quais devemos nossa melhor atenção;
g) Nas omissões aos cuidados caseiros, desde as retificações de costumes junto aos filhos, aos aconselhamentos construtivos entre irmãos, cônjuges, pais;
h) No esquecimento da parcela de contribuição carinhosa aos irmãos menores;
i) Na falta de tempo para as atividades beneméritas que já assumimos.
b) No cansaço desgastante quando, disponíveis no serviço, nos omitimos em iniciativas de aumentar o próprio rendimento;
c) No desinteresse em aprender mais para produzir com mais eficiência;
d) No desleixo com objetos e utensílios dos quais nos servimos;
e) No descuido com deveres escolares que nos dizem respeito;
f) Na pressa ao atender criaturas às quais devemos nossa melhor atenção;
g) Nas omissões aos cuidados caseiros, desde as retificações de costumes junto aos filhos, aos aconselhamentos construtivos entre irmãos, cônjuges, pais;
h) No esquecimento da parcela de contribuição carinhosa aos irmãos menores;
i) Na falta de tempo para as atividades beneméritas que já assumimos.
Assim, dedicar-se de corpo e alma é fundamental
para que o auxílio humanitário seja proporcionado com o máximo de carinho. Devotamento e abnegação sempre caminham juntos
e estão sempre próximos da caridade. Percebemos que em todo o
processo de ajuda, de toda a espécie de caridade, pode-se considerar que a
dedicação é sempre indispensável.
Conclui-se que, o devotamento e a
abnegação, por ocasião do socorro aos irmãos necessitados, atuam, sempre, em
contraposição ao egoísmo. Tudo isso é uma bênção do Pai, porque assim agindo,
aqueles que ajudam os outros estarão modificando seu possível comportamento
egoísta, pela dedicação sincera de auxiliar. É um avanço, um crescimento
espiritual que colhemos como um fruto beneplácito na presente encarnação.
Viver melhor é auxiliar sempre que
necessário, pois assim estarão seguindo a prática do ensinamento sublime
do "amar-vos uns aos outros", tão bem exemplificada pelo meigo
Rabi da Galiléia. Deus que é Pai espera isso de todos os seus filhos, aos quais
se dedica e coloca diante deles, as oportunidades para o serviço de ajuda ao
próximo. Cabe aos filhos, em consonância com a bondade do Pai, ser caritativos
e irmãos de todos os seus semelhantes, para poderem ser dignos da ajuda que
também recebem do Alto.
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