A paciência em si não se
resume à placidez eterna
que estampa
serenidade na face
e conserva o pensamento
atormentado e convulso.
Indubitavelmente,
semelhante esforço
da criatura, na superfície
das manifestações que
lhe dizem respeito,
é o primeiro degrau
da paciência e deve ser
louvado pelo bem que espalha.
Paciência real, entretanto,
não é feita
de emoções negativas
dificilmente refreadas no peito e suscetíveis de explosão. Tolerância
autêntica descende da compreensão e todos
possuímos, no íntimo, todo um arsenal de raciocínios
lógicos, a fim
de garanti-la por cidadela
de paz na vida
interior.
Em
qualquer dificuldade
com que
sejamos defrontados não auferiremos efetivamente qualquer
lucro em nos impacientarmos, conturbando ou
destruindo a própria resistência.
Muito
aluno digno
perde a prova em
que se acha incurso no ensino
não pela
feição do problema
proposto, e sim pela
própria excitabilidade
na hora justa
da promoção.
Recordemos que a vida é sempre uma grande
escola.
Cada
criatura estagia no aprendizado
de que necessita e cada
aprendizado é clima
de trabalho com
oportunidade de melhoria.
Desespero é desgaste.
Irritação é prejuízo antes do ajuste.
Reflete nisso
e, à frente de quaisquer empeços,
acalma-te para pensar e pensa o bastante
a fim de que
possas acertar com
a vida e servir
para o bem.
Emmanuel,
psicografia de Chico Xavier, do livro
Segue-me.
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