sexta-feira, 12 de junho de 2015

Ainda o amor


Tudo ama.

A vida é um cântico de exaltação ao amor.

Osculando a rosa, arranca-lhe o sol haustos de perfume.

Acariciando o regato, toma-lhe o ar balsamizante orvalho.

Espraiando-se a luz, no firmamento, recebe-lhe a terra magnetismo refazente.

Desde o verme que no subsolo labora, pela honra do pão, até os refulgentes oceanos de astros nas galáxias do infinito, a vida é um hino ao amor.

Mergulha a planta a raiz na madre do solo e da junção afetiva, desdobram-se flores e frutos, abençoando a interdependência da planta e da terra.

Ergue-se a criatura ao “Criador em oração e responde o Criador à criatura na inspiração.”

Tudo vibra e ama: a gota d’água vitalizando o vegetal e a partícula de humos fertilizando o deserto.

No entanto, o homem chora, sofre e se entristece...

Só ele guarda na face as marcas da inquietação...

Dor é bênção, aflição é ensinamento, tristeza é oportunidade de renovação, sofrimento é resgate...

Nascido na carne pelo impulso sublime da Lei para evoluir, detém-se muitas vezes fora da Lei, fugindo de si mesmo para enfrentar-se mais tarde.

E tudo é amor...


Abra para esse amor, coração alanceado que chora, as portas da sua luta, e avance cantando ao ritmo do trabalho a melodia da esperança. Você defrontará em toda parte a mensagem da vida, forjando formas e aspirações novas, corporificando o infinito amor de nosso Pai, para a glória de nós todos.

Amélia Rodrigues

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