“Você está onde esta o seu coração” é uma frase
verdadeira.
“Você está da maneira como estão seus
pensamentos” também é uma frase verdadeira.
Ainda usamos o pensamento de forma
descuidada ou como nosso “amo e senhor” e, não, como ferramenta de trabalho
pessoal para se viver melhor.
Com pequenas variações, nossa receita de confusão
mental e ausência de posse sobre nós mesmos é a seguinte: confundimos
inteligência, que é uma qualidade essencial do espírito, com pensar e conhecer.
Misturamos com idéias pré-fabricadas, preconceituosas, temerosas, aprendidas
com a família e com a sociedade. Acrescentamos ansiedades e angústias decorrentes,
e um pouco de noticias catastrofistas dos jornais. Juntamos reações rotineiras
e condicionamentos mentais. Somamos a problemática pessoal de todos que estão
ligados conosco, cuja vida, a nosso ver, depende exclusivamente de nós. E
deixamos a cabeça ferver. A essa fervura
chamamos de: “Eu sou assim mesmo”. Quando tudo isso fica bem consistente,
formando placas de energia parada e bloqueios da sensibilidade, está pronta a
receita. É só seguir usando-a e você jamais conseguirá saber o que
verdadeiramente sente e quer, como é ser você mesmo, quais suas potencialidades
e como usá-las, de que forma romper com essas amarras, libertando-se o
suficiente para encontrar alguma harmonia e paz.
O processo evolutivo prossegue sem cessar.
Já vivemos como homens primitivos completamente integrados à natureza. Depois
fomos nos tornando complexos, passamos a ter instrumentos materiais e teóricos
(ciência) para estudar os fenômenos naturais e o nosso corpo. Adotamos variadas
formas de interpretar a vida (filosofia). Nesse transcorrer, formos criando
pensamentos, idéias e pontos de vista a respeito de tudo.
Com o passar do tempo, evidentemente,
algumas idéias morreram e outras nasceram, por mais que muitas pessoas
defendessem as antigas e até fizessem guerras por causa delas. Isso sempre
ocorre, porque o que está mais próximo da verdade perdura e o que é apenas
circunstancial se altera.
Precisaremos trocar, mudar, readaptar e
criar novos pensamentos, ideias e pontos de vista, em relação a tudo que
compõem a vida. Essa transformação depende de um contato mais estreito consigo
mesmo, com o sentir, com o campo vasto da sensibilidade que costuma ser um
tanto quanto diferente dos pensamentos. Porque estes não são, na maioria, fundamentados
na nossa essência.
Estamos a cada dia com a predominância de
certas características, fruto dos pensamentos aceitos, emitidos e cultivados. E
oscilamos nesse período.
É observar... Essa dor que passei a sentir
é resultado de que? Como começou? O que eu estive pensando e sentindo? Qual o
ponto de partida? Essa leveza que sinto agora, nasceu de que? Quais pensamentos
a originaram? Essa canseira, sem motivo, veio do quê? Como estive pensando?
Tenho estado ligado a quem?
Ou então, poderemos continuar achando que
foi o tempo, a macarronada, o azar, a aglomeração no trânsito, o baixo-astral
do vizinho, a crise econômica, a herança genética, os vilões que nos atacam e
fragilizam.
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